Contam que um
advogado bem conceituado, gaúcho, de Pelotas, muito bem casado, inveterado
consumidor de chimarrão, admirador dos carros soviéticos
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Mostrando postagens com marcador Uruguai. Mostrar todas as postagens
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26 de mai. de 2016
19 de mar. de 2011
Lada 4x4 M no Brasil via Uruguai?!
À AvtoVAZ confirmou nesta quarta-feira 16/03, através de seu vice-presidente encarregado do marketing e vendas, Sr. Fedosov Artem, Toujours selon Artem Fedosov, AVTOVAZ étudie également la possibilité d'implanter une usine d'assemblage de cette même LADA NIVA en Uruguay afin de répondre à la demande qui existe non seulement dans ce pays mais aussi et surtout sur le marché brésilien voisinque vem estudando a possibilidade de estabelecer uma fábrica de montagem do LADA 4x4 M no Uruguai para atender a demanda que existe não só neste país, mas principalmente no mercado brasileiro e nas proximidades. Aucune perspective de productivité, aucun lieu précis ni aucune date n'ont toutefois encore été avancés.
Nenhuma perspectiva de produtividade, nem local, nem data específica para acontecer.
Fedosov não anunciou o valor do investimento do projeto, mesmo respondendo a uma pergunta se seria responsável pela montagem de uma concessionária no Brasil: "É importante entender os benefícios econômicos que um projeto possa aumentar" disse.
Por suas palavras, a probabilidade econômica do projeto deverá ser discutida com a parte interessada, a esperança é grande...
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Fontes:
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L'usine LADA Egypt du Caire, fermée début février en raison des troubles qui ont agité l'Égypte (voir mon article du 02/02 ), gardera par contre ses portes closes jusqu'au mois de juin prochain à la demande expresse des autorités égyptiennes de transition.
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16 de mar. de 2011
Resgate Além Fronteira – Irmandade Niveira em Ação
“ Ediberto” para alguns, ou o “Vermelhinho Russo” para outros, de apenas 16 aninhos, o Lada Niva da nossa amiga “NIVEIRA” Edna Diniz Medeiros, passou um perrengue entre os dias 28/12/2010 a 14/01/2011 durante sua viagem ao Uruguai, foi a sua primeira aventura “Nivesca” internacional.
| Vermelhinho Russo ou Ediberto |
Com experiências em viagens domésticas e incursões entre o Baixo São Francisco, Serra da Canastra, Estrada Real, região serrana, sul de Minas Gerais, além de todo o litoral do Espírito Santo e Rio de Janeiro, achou que estava mais que na hora do Niva Grená de romper as divisas do Mercosul.
| Arrumando as tralhas... |
Excitados com a aventura por vir e pelo o atraso do casal amigo, partiram por volta das 16 horas, a “Niveira” Edna, seu namorado Roberto, Rosimeire e Eduardo. A idéia inicial era atravessar São Paulo ainda à noite e não pegar engarrafamento, seguindo pela Regis Bitencourt pela manhã, comemoram muito quando viram a placa “Bem Vindo ao Paraná”, afinal tinham atravessado dois estados.
| O ex-atual namorado Roberto, Edna, Rosi e Eduardo |
O GPS apresentou defeito e aí o grupo de amigos já se preparam espiritualmente e psicologicamente para se perderem muito pelas estradas a fora, por outro lado começariam a fazer contatos com pessoas durante a viagem. O “Vermelhinho Russo” apresenta o que poderia vir pela frente e resolve dar sinais de alerta, uma pane elétrica que logo voltou ao normal sem precisar mexê-lo.
| GPS com defeito... |
Depois do sufoco inicial aproveitaram a viagem passando belo litoral de Santa Catarina. Após o almoço o Eduardo assume a direção pela primeira vez, o Vermelhinho acostumado com os pés de anjo da Edna e da Rosi, fez “birra” e após o abastecimento simplesmente não pegou, segundo sinal. Normalmente a bobina do Vermelhinho Russo esquenta e aí tem que esperar esfriar, o frentista colocou um pano molhado para ajudar a refrigeração, “...e para nosso desespero um outro veio com um cabo de vassoura e começou a bater no alternador, ficamos apavorados...”
| Edna Diniz - "Mulheres de Niva" |
Ligaram para o seguro e esperaram muito, sabiam que era um probleminha simples, mesmo assim a seguradora enviou um reboque. Resolveram ir para Porto Alegre, Rosi e Eduardo dispararam milhões de e-mails para amigos no Rio de Janeiro perguntando sobre oficina para Niva na região. O Pai do Eduardo, além de não ajudar, fez uma piada: “porque vocês não aproveitam para vender o Niva???”...
Saíram do posto lá pelas nove horas da noite, tristes pelo Niva percorrer a “Infinita Highway” rebocado...
Consertaram o alternador e seguiram viagem. 30 km depois param para abastecer, e o mesmo problema, o alternador estava com o plug de conexão gasto, soltava toda hora, mesmo assim seguiram em frente...
Direto até Pelotas, abasteceram de gás pela última vez,
“...até Buenos Aires e lá ainda dependeria de conseguirmos colocar o bico para abastecer lá, não usaríamos o gás, ele ficaria como reserva...”
| Rosi pilotando... |
Na fronteira com o Uruguai não tiveram problemas maiores, apresentaram a “Carta Verde”, documentos pessoais, documentos do carro e a permissão Internacional para dirigir.
‘...como o Edu não tinha permissão Internacional para dirigir, e o Roberto não dirige, só eu e a Rosi iríamos dirigir...”
Em Punta Ballena depois de seguir por 40 kms o carro começou a perder força, a Rosi que pilotava parou para eu dar uma olhada, Edna assumiu a direção e não andou 100 metros, o carro não pegou mais.
“...começamos a verificar as possibilidades, não era alternador pois a parte elétrica estava funcionando, não era o sistema de partida pois tudo respondia, o motor rodava, ele simplesmente não tinha força para andar...”
| Onde as mulheres dominam a pilotagem, Edu é de reserva... |
Conseguiram um mecânico “...olhou, perguntou e fez seu primeiro diagnóstico, é o carburador!”
“...tínhamos quase certeza que era o carburador mas eu achava que era só limpeza...”
“...mas tem que trocar? É possível trocar??? Tem carburador para o Niva???”
Respondeu o mecânico Luis Carrera: “...Si, si muitas peças do Niva, fácil, mas preciso de 1 dia...”
Perguntaram se ele tinha certeza e confirmado foram passear em Montevideu.
| Reserva do Taim |
dia 03/01 retornaram como combinado para pegar o carro no mesmo ponto, mas para a surpresa dos aventureiros o Carrera apareceu no seu carro.
“...era um atestado da sua capacidade de mecânico, o carro era um cacareco de um modelo indefinido, andava e rebocava, não tinha tanque de gasolina, com um ferrolho de porta de banheiro de botequim para fechar, a madeira da carroceria está toda estragada, com vários buracos, por isso pensávamos: se ele faz isso andar pode fazer qualquer coisa...”
| Brasil / Uruguai |
“O que aconteceu?” perguntava Edna.
“Não sei. Ele estava bom, mas na hora que eu vinha para cá ele não quis pegar...” comentava Carrera
Horas se passaram e nada. O mecânico não sabia qual era o defeito, achava que tinha que limpar pistões, etc... Dia seguinte após os casais revezarem em passeios e guardas das malas, finalmente pegaram o carro e seguiram viagem, mas por apenas 400 metros, após o Niva ir perdendo força ao subir a primeira ladeira, perdendo força, perdendo força e parando no cume.
“...fizemos a volta no muque, pegou no tranco na descida, mas quando chega em baixo o motor apaga novamente, a partir daí começa nosso desespero, várias pessoas param, fazem a mesma coisa, verificam alimentação (ok), Parte elétrica (ok)...”
Mais 5 horas para o Luis Carrera chegou para rebocar até sua oficina.
Dia seguinte após ataque de nervos da Edna, sentimento de ira e com lágrima nos olhos foram a Maldonado comprar duas peças o rotor e a tampa do Motor do distribuidor, que foram trocados e não adiantou, o problema persistia.
| Pousada Chuí |
Liberados para seguirem viagem, a Rosi e o Edu, aí foi a vez do casal Edna e Roberto discutirem a relação, “...queria que eu abandonasse o carro, que eu me convencesse que o carro não tinha mais jeito...”
Edna chorou, gritou, terminou o namoro por causa do “Ediberto ”, sabia decisão momentânea, afinal o tal namorado Roberto (meu xará), não dirigi, não entendi de mecânica...
Convencida a deixar o carro no Uruguai e ir até Buenos Aires relaxar, curtir a viagem, se distrair, “...na volta pensaríamos em o quê fazer com o carro...”.
| Punta Del Leste |
Na oficina Luis (tacanho internacional) Carrera afirmou que em 5 dias consertaria o carro, que apenas precisaria de tempo para pesquisar...
“...levar o carro pro Brasil seria o preço de outro...” - comentou sarcasticamente o tacanho.
Já em Buenos Aires, lá pelo dia 9 de janeiro, ligaram para Carrera, que informou, que o problema era numa caixa metálica, “...pediu para comprar na Argentina, não tínhamos a menor idéia do quê se tratava, e que seria a tal caixa de alumínio?...”
“...com essa notícia nossa paciência se acaba na mesma proporção que explode o nosso desespero...”
| Quebrou... |
“...aí eu tenho a feliz idéia de procurar ajuda. Deixo uma mensagem para o Grauçá no Orkut, a partir daí começa o trabalho do Betão, que faz uma ponte (virtual) com todos os Niveiros Brasileiros, que me ajudaram muito: Pedro Augusto Zanini, Rafael Louro, Leandro, Luis Cuica, Guttemberg, Gil, Edson, Emílio, Flugêncio, Calixto, João, Leandro, os citados e os não citados todos foram de suma importância para nossa sanidade mental...”
| Edna a espera do reboque... |
“...consegui no Niva Argentina alguns telefones de reboques...”
“...Pedro Augusto me deu seu telefone e falou para eu levar para Santa Maria...”
“...Rafael Louro do Rio Grande me ofereceu mecânico e ajuda, me aconselhou a levar para Chuí, eu estava em dúvida em que ponto sair do Uruguaí e isso foi muito importante...”
“...Luis Cuica nos indicou como chegarmos a Rota 9 o que era essencial para estarmos no caminho certo para Chuí, e não dependermos das informações do mecânico a essa altura estávamos muito desconfiados, mas depois vimos que ele realmente não agiu de má fé, pois preocupado ligou várias vezes para o cara do reboque, para saber se estava tudo bem depois que já estávamos no Chuí, o Luis Cuica me fez compreender a linha de pensamento do Luis Carrero e também que a tal caixa de alumínio era a caixa de ignição...”
“O importante é que ao mesmo tempo em que eu ia recebendo uma força de todos os Niveiros Brasileiros, ia me acalmando, e que seria possível levar o carro pelo menos até 400 kms depois da fronteira, e não sairia tão caro, esse passou a ser nosso objetivo.
“...gostei muito da idéia do Pedro Augusto de Levar para Santa Maria e deixar lá, depois voltar para buscar. Mas o importante era chegar no Chuí.”
“Roberto falou para eu guardar a máquina dentro da mochila, para evitar eu carregar muita coisa e perder, como sou teimosa e adoro tirar fotos, eu não quis, na hora de sair do taxi deixei a máquina cair, lá se foi para sempre as fotos que tirei na viagem...”
“...já em Punta Ballena preferimos telefonar e tentar a Carta Verde dica do Guttemberg, não consegui, por fim o Luis Carrera ligou para o Automóvel Club do Uruguaí a nosso pedido e conseguiu um valor que correspondia a todas as moedas que tínhamos no bolso convertido para o Peso Uruguaio foram 9.200,00 pesos Uruguaios ou seja R$ 920,00.”
| Abastecendo de 60km a 60km... |
“Nícolas outro personagem da viagem, o cara que dirigia o reboque, ele era muito legal, um Uruguaio que nasceu no Brasil, mas que foi registrado no Uruguai, ele é louco para conseguir provar que é brasileiro...”
“... tanque de combustível do reboque era pequeno tínhamos que parar a cada 60 kms para abastecer...”
Curiosidade brasileira, chegando a Chuí Edna foi apresentar os documentos do carro, não quiseram nem ver, anotou apenas a placa. “...Niveiro é muito confiável!...”
“...acessando a internet vimos que tinha uma dica do João sobre uma concessionária em Santa Vitória anotamos e ficamos mais felizes pensando que o problema do Niva poderia ser resolvido, e nisso o otimismo do Edson Vissotto foi muito legal, mas ao ler um comentário do Luis Cuica que a peça dificilmente estraga ficamos preocupados, dia seguinte quando chegamos na oficina o pior aconteceu. O diagnóstico era a parte de cima do motor, no mínimo 15 dias para consertar, na verdade o mecânico Tito era um ex-niveiro, e ex-niveiro é como ex-fumante, ou o cara é louco para voltar a fumar ou o caro enche o saco de todo mundo para parar de fumar, o caso do Tito é o segundo ele toda hora falava, o Niva é muito bonito, mas não presta, etc, etc... A solução é se desfazer...”
“Novos pedidos de socorro para os Niveiros, a irmandade unida ajudou novamente, o Calixto nos deu a dica das carretas, melhores que reboque, o Leandro nos deu o telefone do Transportadora Gabardo em Porto Alegre, o Calixto e o Pedro Augusto tinham oferecido lugar para deixar o Niva em Santa Maria e Pelotas, para mim era a melhor solução,deixaria o Niva depois consertaria e iria buscar, mas o Roberto foi contra, seria difícil voltar para buscar o Niva.”
“A Destak por R$ 1.000 a partir de Porto Alegre, sem cobrar taxa extra de carro quebrado, as demais cobram...”
| Na oficina do Dino |
“...seguimos no reboque para POA, pegamos um táxi e fomos para o aeroporto, chegamos no Rio de Janeiro no dia 14 uma sexta feira e caímos no samba, o Vermelhinho Russo só chegou na oficina do Dino 18 de fevereiro...”
“...o problema do carro era mesmo a parte de cima do motor, Dino foi desfazer toda tacanhice tinham feito na viagem, no dia 25 de fevereiro peguei o carro depois de quase dois meses sem vê-lo, quase morri de saudades...”
| Dino e Edna |
“O Vermelhinho Russo está pronto para pegar a estrada no primeiro feriado prolongado, será em abril, Semana Santa, vou a São Tomé das Letras só para matar a saudade da Estrada, mas já penso na próxima aventura internacional, Roberto meu namorado, já está quase convencido, vou tentar chegar ao Chile em 2012...”
“O que posso dizer é que tudo valeu a pena, não sou uma pessoa razoável, sigo o conselho de Charles Fourier que diz que cada pessoa tem que ter 10 vezes mais paixão. E uma das minhas grandes paixões é estar na Estrada com o meu Vermelhinho Russo...”
“Meu lema é: Vou aonde meu Niva me levar! E contando sempre com uma família de Niveiros.
Valeu companheiros, Valeu Betão!”
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Fotos:
Edna Diniz
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