1 de jun de 2014

Um Lada Niva Na EXPEDIÇÃO TRANSAMAZÔNICA LÁBREA 2014 (post 1.000)


Uma amizade conquistada virtualmente através do “CAMARADAS DO NIVA” fez o lema prevalecer (Ter Um Amigo Em Todo Lugar), então os amigos
aventureiros Rogério Hoenicke, o Juca, o piloto de Manaus (AM) e o “zequinha” Vagner Ferreira de São José dos Campos (SP), reuniram-se em uma grande parceria na EXPEDIÇÃO LÁBREA 2014.

Vagner e Juca...


CAMALEÃO com Vagner e JUCA...
A temporada de chuva ao Norte do Brasil é tempo de diversão para muitos aventureiros. Assim foi a EXPEDIÇÃO LÁBREA 2014 organizada pela Confraria dos Otários (Manaus/AM). Verdadeiramente uma aventura fora de estrada, vivida dentro da estrada, na famosa Rodovia Transamazônica, na BR-230, em seu trecho mais remoto ligando as cidades de Humaitá/AM e Lábrea/AM, onde é considerada uma das maiores aventuras offroad do Brasil. Foram dois dias de ida para percorrer apenas 200 quilômetros de atoleiros, pontes, balsa e travessias de alagados entre as duas cidades. 













A logística da expedição consistiu entre reuniões, regras de participação, passagens aéreas, traslados, armazenamentos de veículos entre outros.














No dia 2 de abril foi considerado o “tiro da largada” quando embarcaram quatorze viaturas que seguiram de balsa entre Manaus/AM e Humaitá/AM, em seguida guardados em um galpão que aguardariam seus pilotos e zequinhas que chegariam no dia 10 em Porto Velho/RO.  Após a chegada em Porto Velho os aventureiros embarcaram em ônibus rumo a Humaitá/AM, retiraram suas viaturas do galpão e terminaram as preparações finais para à aventura.













O grupo era formado por vinte e sete aventureiros, sendo um de São Paulo, que era o “zequinha” do Lada Niva “Camaleão” de propriedade do Juca, vinte amazonenses, e seis aventureiros de Roraima, sendo apenas uma mulher no grupo.








Chegaram em Humaitá uma surpresa, o galpão estava trancado e sem ninguém para atender, depois de muitas ligações conseguiram retirar os veículos para as preparações finais, tal evento gerou atraso na saída da expedição que estava prevista para 13 horas, a pressão foi ainda maior quando encontraram o segundo grupo de aventureiros que partiriam pela mesma estrada no dia seguinte, tal acerto foi realizado dias antes da expedição para não atrapalhar na travessia de balsa no Rio Mucui que é lenta e cara.











Rodaram os primeiros quarenta quilômetros da rodovia Transamazônica em seu perímetro urbano, desviando de buracos e restos de asfalto, pararam na bifurcação da BR-319 para algumas palavras de ordem e lembrete de regras básicas, fizeram a tradicional oração com afinco e assim começou verdadeiramente à aventura.















Mais quarenta quilômetros de expedição entre estrada de terra batida e alguns pontos de alagados, assim começou a valer com direito a uso de cintas, guinchos e muita habilidade ao pilotar, mas estavam atrasados na programação e o primeiro acampamento com direito a churrasco fora comprometido.




Resgataram ainda à noite um casal atolado com uma pick-up na intransponível BR-230, que gerou mais atraso quando os ponteiros do relógio já chegava na casa das vinte e três horas, para a surpresa do grupo a esposa do patrão se dispôs a fazer uma macarronada com costela cozida e um belo e delicioso feijão com torresmo, comida forte para os fortes que ainda estavam de pé, pois metade do grupo já repousavam em suas barracas, em meio a prosa boa o fazendeiro disse: “...eu é que tenho que agradecer a vocês! Já estava atolado à oito horas naquele lugar, se não fossem vocês eu estaria lá até agora!”



















Depois de 20 km de estrada e após um estresse no acerto da taxa cobrada pelos balseiros inicialmente R$150,00 cada carro e negociado por R$65,00 e uma garrafa de pinga. A travessia é um ponto alto da expedição, pois é feita manualmente com auxilio de pequenos barcos e seus minúsculos motores.






Chegaram então ao objetivo da expedição, Lábrea, mas sem a sensação de dever cumprido, pois tinham mais 200 km de retorno pelos mesmos desafios. Mesmo assim comemoravam a chegada das viaturas sem nenhuma avaria séria, era realmente uma vitória.







O terceiro dia da expedição foi exclusivo para descanso e revisão das máquinas, o que mais foi impressionante foi às trocas das pastilhas de freio, quase 100% trocadas, impressionante a quantidade de pastilhas gastas neste trecho de 200 km. 






















A saída de Lábrea é uma parte muito cruel da expedição, pois são 30 km de asfalto muito ruim, como a chuva não deu trégua em todos os dias já sabiam que o retorno seria muito mais interessante...






A importância da presença feminina em uma expedição de marmanjos foi notória quando um dos membros da expedição aniversariava em plena expedição, de repente durante a travessia da balsa, Dona Ivonete sacou do porta-malas de seu Troller uma torta com direito a dedicatória e velinhas.






Aconteceu de tudo no primeiro quilômetro de retorno, o pior foi o atolamento do “Mamute”, um Engesa com seus pneus 37’. Enquanto isso o Lada Niva “Camaleão” dava um show na trilha, era constantemente aplaudido, pois entre os expedicionários era a menor viatura e mais vulnerável para atolar, Juca piloto experiente do Niva, passava com astucia e bravura por todos os obstáculos naturais e difíceis, ele já saia do carro gritando: “Não sou filho de pai assustado!”. rsrsrsrsrsrsrs...




No quinto dia, a brincadeira começou cedo, pois a chuva não parou a noite toda. Saíram da vila já rodando de lado com as viaturas, era barro para todo lado da estrada. As paradas para reforçar as amarrações da suspensão ficaram constantes, mas não impediu do Niva Camaleão chegar rodando em Humaitá/AM.



Pela programação inicial da expedição, o sexto dia seria para novas revisões das viaturas e do sétimo até o décimo dia, seria o retorno pela BR-319, entretanto, as chuvas foram tão intensas na região, que além de registrarem a maior cheia da história do Rio Madeira, seus afluentes também estavam muito cheios, chegando a três metros de água sobre a estrada em vários pontos da BR-319. Isso levou a abortarem a parte final da expedição.



Assim, tão simples é só desistir e ir embora para casa? Não! Um grupo de expedicionários foram verificar com os próprios olhos as condições da estrada, porém todas as notícias eram verdadeiras. Até tentaram montar uma balsa para auxiliar nas travessias, e quase perderam uma viatura.  Assim, agradeceram a Deus pela aventura até ali e retornaram para Humaitá/AM. Embarcaram seus veículos em balsas da rede de logística e voaram de volta para suas casas.


Por Vagner Ferreira, o “Zequinha”...



VAGNER!
JUCA!
























CAMALEÃO...

Fontes:

Confraria dos Otários: www.facebook.com/Confraria.otarios
Roraima 4x4: www.roraima4x4.com.br
Amazonas Jeep Clube: www.amazonasjeepclube.com.br
Camarada Rogério “JUCA” Hoenicke
Camarada Vagner Ferreira
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7 comentários:

FUYNHA disse...

Muito legal, sonho de niveiros jipeiros troleiros e todo universo 4x4

Raphael soprador disse...

Sonho mesmo, muito show, nivinha foi bravo...

Arkbal Villar disse...

Belo relato. Tive o prazer de participar dessa expedição e outro, maior ainda, de conhecer o Vagner. Entre atoleiros, churrascos, chuvas (muita chuva), cervejas, camaleões, risadas, rodopiadas e algumas tentativas frustadas de abrir um ramal pelo meio da floresta amazônica - cadê o freio? - não houve momento em que o Vagner não estivesse perto, atento a tudo. Zequinha melhor, o Juca dificilmente encontrará. Parceiro, companheiro e "pau para toda obra", dificilmente a Confraria dos Otários terá novamente entre os seus. Um forte abraço,

Vagner Ferreira disse...

Não conseguiria em palavras demonstrar minha satisfação, meu prazer e meu agracimento em ter realizado esta aventura com pessoas tão amigas! Em especial ao Juca pelo convite!! Obrigado a todos!!

Cláudio disse...

Parabéns pelo relato ! Não fui a essa aventura, mas, por todo o texto acima postado, pude perceber que foi uma experiência maravilhosa para os irmãos off-roaders. Forte abraço.

Caio Pompeo Alves disse...

muito bom mesmo! Parabéns aos colegas aventureiros em especial ao Wagner e Juca (com o Camaleão).

Wanclei Donai disse...

O meu sonho de criança é viver uma aventura dessa , parabéns Rogério isso é maravilhoso por acaso eu acabei descobrindo um grande aventureiro.