25 de jun de 2012

Mulheres de Niva, 62 dias, 20.000 km Viajando pela África.



Loucas Aventuras Com As Belezas Selvagens
(partes dos relatos traduzidos da viagem de 2 mulheres pelo Saara e o litoral Africano.)

As Mulheres de Niva, Dvina e Stefany




 Rota da Viagem



Friozinho na Barriga...



Preparativos:

A escolha de um veículo offroad foi fundamental para o sucesso da viagem planejada para no mínimo de 45 dias e aproximadamente 20.000 km a rodar, sendo assim elegeram um veículo com tração 4x4 integral de fácil dirigibilidade como o “Russinho” Lada Niva para curtir as belezas selvagens e a singularidade da África Ocidental.




Vídeo da preparação 


 Grande manhã da partida.

Partiram para a grande aventura das belezas selvagens pela África. A emoção foi o seu auge, o velho friozinho na barriga. A primeira etapa da viagem das Mulheres de Niva foi basicamente conquistando muitos quilômetros até chegarem a Marrocos, a rota de viagem foi assim: Zagreb - Milão - Nice - Barcelona - Granada - Gibraltar - Ceuta. Quando chegaram a Gibraltar atravessaram de balsa para Marrocos. 

Carro arrumado para a viagem...



No Clima da Partida...


 
O grande dia chegou.   

As Mulheres de Niva, Dvina e Stefany, carregaram o Lada Niva 4x4 à sua capacidade máxima para grande aventura pela África. Planejaram a viajem aos mínimos detalhes, todos os preparativos necessários são feitos: as vacinas, a compra de todas as licenças que iriam precisar, embalagem alguns alimentos, barracas e sacos de dormir com Biocrystal que iria ajudá-las a tirar o sono de qualidade para compor as suas necessidades físicas.  Esta era a terceira expedição depois do Haiti e da Papua Nova Guiné. Estavam muito excitadas, pois muitos quilômetros estariam à frente; 20.000 quilômetros, para ser exato. 

Confirmando a rota...


 
Chegar à África

As aventureiras, Mulheres de Niva, chegaram a Fes, a segunda maior cidade de Marrocos. “Quando começamos nossa jornada, tivemos muitos quilômetros até nossa primeira meta planejada - chegar ao solo Africano perto de Gibraltar, mas primeiro tivemos que atravessar a Itália, França e Espanha. Foram 1.600 quilômetros de condução sem parar! Tudo parecia ser mais fácil olhando a rota da viagem no mapa. Pouco a pouco, por dirigir em estradas sinuosas e após uma pequena pausa em Barcelona, ​​finalmente passamos o estreito de Gibraltar e Marrocos.”

Combustível extra...


 
Fes

Tiveram seis horas a mais de condução para chegar a Fes, mas era mais fácil naquele momento graças às paisagens novas e diferentes do cotidiano, sem comentar que o clima era mais quente. Traçaram ao longo do litoral uma meta de 1.800 km saindo de Marrocos, a costa era longa, estavam exaustas. 


 
“Pra Lá de Marrakech” 

Após café da manhã e curtirem um pouco um "souk" (mercado árabe), estavam de volta a estrada dirigindo para o sul da África e seria um verdadeiro pecado se não parassem na cidade mais famosa e popular do Marrocos, Marrakech. Foi fácil se sentirem como princesas de 1001 Noites em suas ruas estreitas.  Marrakech era o ponto mais importante das rotas das caravanas, uma cidade de comércio rico. Uma visita a Marrocos não é completa se você não experimentar a atmosfera do Djemaa el Fna, a praça do mercado de Marrakech.



 
 Sahara Ocidental

Como as Mulheres de Niva dirigiam seu Lada 4x4 para o Sul, perceberam as mudanças radicais das paisagens, as plantas estavam ficando cada vez mais escassas, como um anúncio que iriam entrar no maior deserto do mundo, o Sahara.  Após passarem pela cidade Agadir referida como 'províncias meridionais de marroquinos, à medida que entravam pelo Sahara Ocidental, postos de controle tornavam-se mais e mais freqüentes. A razão para isso é uma questão discutível do território que era uma parte da colônia espanhola desde 1975. Depois da partida dos espanhóis, sempre houveram disputas entre Marrocos, Mauritânia e a auto-proclamada República Democrática Árabe Sarauí (RASD). De toda viagem foi o trecho mais desgastante, pois estavam dirigindo há dois dias inteiros e noites sem dormir em meio ao silêncio medonho do deserto que ocasionalmente era perturbada por cidades raras.










 
 Ultrapassam as fronteiras estaduais.

Depois de inúmeros controles policiais e camelos ocasional na estrada, chegaram ao limite do estado na parte da manhã, foi um excelente momento, considerando que não funcionam à noite encontraram um congestionamento de veículos. O processo foi tão lento que tinham que usar os seus charmes sedutores. Entre dois limites estaduais, tiveram quatro quilômetros de condução tensa, pois sabiam que a área era de campo minado, então resolveram esperar por um veículo local e segui-lo. Tudo ao redor eram destroços de carros antigos que obviamente tomou a direção errada.  








 
Cape Blanc

Apesar de Cape Blanc estar localizado a poucos quilômetros de Nouadibhou, foi difícil chegarem, não porque a estrada não é asfaltada, mas porque não existem sinais de trânsito e todas as estradas nesse sentido acabavam numa grande indústria de óleo. 




 
Saint Louis

Depois de várias horas de condução e sem esperar na fronteira, entraram em um dos países mais desenvolvidos da África Ocidental - Senegal.   A primeira cidade depois da fronteira também é cidade mais antiga do mundo colonial da África Ocidental, com sua bela arquitetura colonial, as carruagens com cavalos, Saint Louis tem um charme especial. Conhecida mundialmente pelo Festival de Jazz popular, Saint-Louis, a cidade dos amantes da boa música e eventos culturais.
















 



Cabo Verde



Minas de Sal












 
Dakar

A partir do momento em que chegaram a Dakar, não conseguiam parar de pensar sobre o Rally Paris-Dakar. Uma vez que também chegaram de carro e viram muitas vezes as pessoas perguntar-lhes se já participaram do evento.   
Depois de tantas pequenas cidades não foi fácil adaptação às ruas caóticas da capital de Senegal.  Em alguns aspectos Dakar pode ser visto como a capital da África Ocidental. Segundo as ultimas estimativas oficiais, a cidade tem cerca de três milhões de habitantes. 



 
A Gâmbia

Atravessaram a fronteira Gâmbia-Senegal rapidamente, mas o último obstáculo para que o dia era o ferry boat. Haviam somente dois ferries bastante pequenos, e do rio a foz era realmente uma distância longa e se parecia com o mar, com Banjul pouco visível à distância.  A noite foi caindo e a fila não se mexeu e ainda havia embarque de carros que saltaram na frente da fila. 




















Guiné-Bissau

Depois de Gâmbia e Senegal, era lógico e natural que visitassem a Guiné-Bissau como o último destino da expedição, começava a viagem de volta. Assim como Cabo Verde, o país também foi uma colônia portuguesa.  Uma curiosidade engraçada, onde estacionava o Lada Niva os meninos instantaneamente começavam a lavar, aconteceu 4 vezes num só dia portanto todos os carros na cidade, apesar da poeira imensa, estão sempre limpos e a garotada faturando muito. 


 
Indo para casa

Chegaram ao objetivo mais distante da expedição e na manhã seguinte começaram a jornada de volta para casa. Apesar de viajarem por toda a África cheia de situações imprevisíveis, até o momento tudo havia corrido sem problemas, viram todos os lugares que queriam ver, conheceram muitas pessoas interessantes e natureza, bem como culturas e costumes incomuns. Podia parecer que jornada terminava ali, no entanto, considerando os quilômetros que ainda teriam de cobrir, estavam apenas meio da viajem, um longo caminho para Zagreb (capital da República da Croácia) as aguardava.



Único Lada Niva que cruzaram na África, ao lado do Javali...

O Rei e a Rainha...


















 
Pequena celebração em Dakar

Conseguiram passar rapidamente por várias fronteiras e barreiras policiais até chegar a Dakar de volta. Comemoraram a meta alcançada da expedição com um suntuoso jantar em um restaurante libanês Farid, um dos melhores restaurantes em Dakar, pois o que as MULHERES de NIVA esperavam nos próximos dias era o velho e familiar fogão a gás, CDs a tocar no carro, muita paciência e cerca de 10.000 km, e o deserto do Sahara pela frente.






Problemas no caminho para casa

A viagem de volta para casa parecia mais fácil na teoria, mas não na realidade. Devido à burocracia complicada, tiveram que esperar dois dias em Dakar para conseguir novos vistos para a Mauritânia. No momento em que deixaram Dakar encontraram o primeiro obstáculo. Embora ouvissem muitas histórias de outros viajantes que encontraram na estrada, até então nenhum inconveniente sério com os policiais corruptos. Sabíam que poderíam pagar caro por um delito de trânsito, assim tomaram cuidado para que tudo estivesse de acordo com os regulamentos. No entanto, um apito agudo de um oficial de polícia de trânsito fizeram parar imediatamente. 

“Os seus documentos, por favor”, disse ele. 

Depois que lhe deram todos os documentos, ele declarou friamente que Stefany não estava usando cinto de segurança e começou a escrever.

 “O quê? É algum tipo de piada?” disseram na descrença mostrando o cinto de segurança conectado o tempo todo. Mas o oficial não se mexeu, mantendo os documentos delas , firmemente em seu punho. 

“Pague a multa e você pode ir!”, insistiu ele.

Depois de discutirem acaloradamente por meia hora e exigindo que as levassem para a delegacia onde poderiam esclarecer este caso de corrupção óbvia, ele finalmente as liberou sem pagar a multa.


 
Problemas na fronteira

O próximo obstáculo as esperava na fronteira. Chegaram pouco antes do fechamento, conseguiram completar todas as formalidades aduaneiras e entrar na Mauritânia. O problema surgiu depois e lá do outro lado... 

"É tarde e perigoso, vocês não podem retomar a sua jornada esta noite. Vocês terão que dormir aqui", o funcionário da alfândega disse calmamente apontando para um cobertor fino no chão do escritório.
Levaram quarenta e cinco minutos de discussão e explicando que era perfeitamente tranquilo para elas dirigirem sozinhas à noite. 

"Mas não há estradas, sem rua, luzes ou casas, e há animais selvagens em todo o perímetro de 70 km!”, ele disse 

"Senhor, sabemos tudo isso, não se preocupe, nós estivemos nessa estrada antes" tentaram persuadi-lo, conseguiram. 
Porem enquanto dirigia pela Mauritânia e Saara Ocidental, tiveram que dar pequenos pedaços de papel com os dados escritos sobre eles para a polícia em todos os postos de controle. Os papéis foram chamados passes ou ficha. Tinham que escrever seus nomes, números de passaporte, datas de nascimento, matrícula e nacionalidade. Havia cerca de trinta postos de controle pela frente.


 
Condução através do Saara

Conseguiram encontrar o caminho no deserto escuro sem grandes problemas e ao raiar do dia pegaram a estrada principal para Nouakchott. Saíram da estrada para dormir por duas horas no carro, antes de cruzar a fronteira e entrar no Marrocos. Condução através da Western Sahara não era um problema, e depois de um dia e meio de constantes viagens, chegaram a uma das mais belas cidades do Marrocos, Essaouira.

Voltando para casa

No início da noite chegaram ao porto do ferry boat de Tânger. Embora a balsa tivesse partido às 10 horas, planejaram a primeira estadia durante a noite para estar em Andorra, que não era um problema para elas, pois até agora estavam acostumadas a dirigir um longo caminho sem parar. O acordo era para se revezarem ao volante quando se sentissem cansadas, que era geralmente após cerca de 10 a 15 horas. Portanto foram comprar os bilhetes para a balsa e para esticar as pernas um pouco, quando foram recebidas por uma surpresa desagradável.
"Você tem algum outro cartão de crédito?" disse um dos meninos que vendem bilhetes.
"Este não é aceito", acrescentou o outro.
"O que é isso agora? Nós não temos outro cartão de crédito, e não temos dinheiro suficiente para nós", Stefany ficou de queixo caído. 
Foi pesadelo de qualquer viajante. A viagem quase no fim, as impressões perfeitas, havia apenas mais alguns passos no sentido de casa, e então o problema veio à tona.
"Nós vamos relaxar no carro esta noite", acrescentou Stefany.
No entanto, os meninos estavam muito preocupados com a situação, e decidiram deixa-las embarcar na balsa apesar de não ter dinheiro suficiente para as passagens.
Surpresa: poderiam enviar o resto do dinheiro quando chegassem em casa. Então insistiram em obter uma conta bancária para pagar o dinheiro para ele. E a resposta foi: "Esqueça isso. Considere isso como um presente ", eles não se mexiam. 
“Shukran, shukran” respondeu dizendo adeus como procede nos costumes.


 
Exceto por breves paragens para encher o tanque com o gasolina que levaram em latas do Sahara Ocidental já que na França é o dobro do preço, além de ter passado a noite em Andorra, o passeio de Zagreb foi ininterrupto. Todo o caminho para Zagreb as MULHERES de NIVA estavam pensando sobre as coisas que experimentaram nos últimos dois meses da viagem. Conheceram pessoas maravilhosas, culturas fascinantes e costumes; o exército e policiais corruptos; dormiram em lugares inusitados ou não dormiram nada durante longas viagens; estiveram com fome e sujas por alguns instantes; viajaram através da neve; atravessaram o deserto com calor escaldante; se divertiram em belas praias e comeram frutos do mar; experimentaram as bondades das pessoas... Era como vivessem uma vida inteira neste curto período de tempo.  

No início da madrugada, completamente esgotadas de uma unidade de dois dias sem parar, chegaram ao estado da fronteira final. "Vocês foram longe muito tempo", o funcionário da alfândega disse sorrindo.
“Bem-vindo meninas a sua casa!”




 
PROTAGONISTAS:

Dvina (nome do rio russo) nasceu em 4 de outubro de 1976, em Zagreb. Por 18 anos treina ativamente karatê e várias vezes foi membro croata de representação nacional. Em 1998 Dvina foi eleita Miss Sports pela Croácia, na Europa. Sua coleção de medalhas é realmente impressionante:

1997 Copa do Bósforo, Istambul - medalha de bronze
1999 Big Apple Challenge, Nova York - medalha de ouro
2000 Kubota Cup, Los Angeles - medalha de ouro
2001 Campeonato do Australian Open, Wollongong - medalha de prata
2002 Campeonato do Canadian Open, Toronto - medalha de bronze
2003 Pan American Open Championship, Nassau - medalha de ouro
IKA 2003 Campeonato do Mundo, Toronto - medalha de ouro

Dvina organizou numerosas expedições à África, Ásia e América Latina. Já atravessou de pé 97 estados do mundo. Em 2006, ela publicou o livro itinerário "É tudo culpa de Tom Sawyer", que esteve no topo da lista de best-sellers por algum tempo. Naquele mesmo ano, ela passou no teste para se tornar uma piloto e ganhou PPL (licença de piloto privado).   Durante vários anos colaborou com HRT (televisão nacional croata) como uma associada do show "Shpitza" onde publicou materiais de vídeo a partir de suas viagens.
Dvina é o fundadora da "KAIROS", associação para a promoção da cultura, programas culturais e de amizade entre os países, que organizou uma série de palestras e exposições de fotografia relacionadas com as suas expedições ao redor do mundo.






 
Stefany Hohnjec nasceu em 7 de agosto de 1986, em Kopar, na Eslovênia. Já com seis anos de idade ela começou a treinar ginástica rítmica. Ela ganhou medalhas de numerosos torneios internacionais na Áustria, República Checa, Itália, Eslováquia, Hungria, Eslovênia, Israel, Portugal, por quatro anos consecutivos (1999 - 2002).
 Stefany foi proclamada a melhor esportista da cidade de Porec (Croácia).
Em 2000 ela foi a esportista de mais perspectiva de Ístria County (Croácia).

Competições Stefany participou:
2001, o mais novo concorrente no Campeonato do Mundo, Madrid
2002, Campeonato da Europa, Granada (Espanha)
2002, Torneios Internacionais, Grécia e Portugal
2000, 2001 venceu a Copa da Croácia
2003 Campeonato Mundial, em Budapeste

Quando a Primeira Dama do Mundial de Ginástica Rítmica convidou, ela se mudou para Moscou e treinada durante algum tempo no Centro Olímpico. Em 2004 Stefany foi proclamada a senhorita Desporto da Croácia e entrou em um mundo da televisão e de modelagem. Após 12 anos de treinamento duro e muitos ferimentos, ela terminou sua carreira esportiva como campeã croata em ginástica rítmica.
Como Steph sempre foi espírito aventureiro, ela viajou por 30 países ao redor do mundo. Como resultado de uma experiência de viagem, ela gravou um documentário "Os Segredos de Voodoo".  Quando ela não está viajando, Stefany está trabalhando em televisão e estudando a economia do negócio.











Fonte:

.
.

3 comentários:

Phoenix Lada disse...

Parabéns graucá, a matéria ficou ótima! Só vc pra achar tanta coisa de niva. :D

Leo Couto disse...

Muito legal! Garimpada de primeira. Parabéns!

Lila disse...

Parabéns pela matéria e obrigada por sempre exaltar as MDN pelo mundo!
Se aparecer algum patrocinador, eu topo fazer uma rota e pode ser aqui no Br mesmo! rs Apesar de não ser bela como as colégas, daria uma bela aventura, hein!!