22 de mai de 2016

Lada Niva de 25 anos e sua Expedição de 5.000 km (post 1108)





 Quem disse que você não pode viajar com um Lada Niva de idade?




Tudo começa com a compra do em fevereiro 2010 na cidade de Rybinsk na Rússia. Era algo como um batismo de fogo para um carro de 25 anos de idade, sim o ano do carro era 1986... 
No traslado até em casa em Moscou a 350 km tudo correu bem, embora não sem surpresas, mas o carro chegou bem e voltaram para casa ilesos! Após esta primeira pequena viagem era hora de reconstruir...
Máquina concebida como um futuro expedicionário de longo alcance, portanto as alterações seriam necessárias para o batizado de Матреха (Mantra): cortou ali, ajustou aqui, soldou acolá, implantou um novo motor de 1.8 de 84cv, trocou transmissão, mexeu na suspensão, instalou bancos Recaro do Clio Sport, instalações elétricas revisadas...
 


A primeira expedição do “Mantra” (Матреха) seria até a Península de Kola cerca de 2.100 Km. A península de Kola situa-se no extremo norte da Rússia Europeia, junto à fronteira com a Finlândia, fazendo parte do Oblast de Murmansk. É limitada a norte pelo mar de Barents e a sul e este pelo mar Branco.
 



Assim, começou a expedição, na direção do mar. Decidiram ir por Yaroslavl e ficar a margem do lago Onega, felizes por deixarem para trás os engarrafamentos, foram capazes de fazer o percurso em apenas três horas. Mas perceberam que após reabastecido em um posto de gasolina local, o “Mantra” se recusava a alcançar os 70/80 km/h, era estranho... Sendo assim procuraram um bom lugar para o pernoite em Cabo Andoma River. Tiveram que reparar umas coisas que não foram feitas na reforma, na verdade, todo o resto...




O “Mantra” reparado, pronto para seguir, o plano era viajar toda a noite e o dia, e montar acampamento em algum lugar perto Kandalaksha, ou nas margens do Mar Branco, mas não se concretizou... Ficaram sem freios, pois a pinça da roda direita soltou... Reparado, pé na tábua, assim foram se afastando do lago...
 

 






No caminho o piso foi mudando, asfalto, terra, areia e cascalho... Dirigiram até Kuzomen onde o céu é surreal...





 
Uma surpresa após o café da manhã e pegar a estrada, uma sinalização para conhecer "a mais bela cachoeira Hibin", caminharam apenas 50 metros e perceberam que não se decepcionaram... .

 





Seguindo viagem problemas surgiram na caixa de marcha precisando passar a noite no carro e na parte da manhã o problema sanado, nada planejado... À noite, como prometido, chegaram a Dennis e sua esposa, um proprietário de um Niva. Eles foram juntos até a próxima cidade para resolver em definitivo o problema da caixa de marcha... Infelizmente o reparo teve um total de 2 dias, mas não podiam deixar de nadar no Oceano Ártico!







Eles disseram que a água no mar de Barents tem uma temperatura durante todo o ano de 4 graus, e isso os estimulou, seria normal depois de tanto perrengue entrar na água. As ondas estavam altura de um homem, por isso decidiram dar um mergulho nas pedras e sob o sol para ajudar... A água era estava fria e suas pernas começaram a tremer, uma mistura de ansiedade e missão cumprida... Ali naquele momento parecia que a expedição a península de Kola havia se concluido, mas também havia o retorno para casa...









Os expedicionários Gregory e Grisha tocaram a viagem de volta com revezamento sendo a primeira parada em 21 horas de viagem sem quebras... e não mais quebraram até em casa... Perceberam que o consumo da viagem deu uma melhorada significante de 10 para 13 km/l. A expedição rodou cerca de 5.000 quilômetros por lugares incríveis, conheceram pessoas fantásticas, e só gastaram uns 17 mil rublos, mas acreditam que precisavam de no mínimo de 21 dias para fazer uma expedição mais tranquila. 











Fonte:
drive2.ru
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