9 de jan de 2016

O Tatu Caroneiro – Causo Niveiro (post 1089)






Certo Camarada e sua amada sonharam de imediato com uma grande aventura com seu Lada Niva ano 1993 que acabara de comprar. Surgiu a ideia logo
depois da sua primeira trilha por cachoeiras no oeste da Bahia, ir até o extremo sul das Américas, onde o oceano Atlântico encontra o Pacífico, na rota do fim do mundo, na Patagônia, em particular, Ushuaia. O casal nordestino, bem sucedido e simpático, costumava viajar de “carro 1.0” por diversos estados do litoral brasileiro em busca de boas praias, culinária regional e novos amigos. Muito estudiosos, inteligentes e estrategistas, debruçavam por horas a fio entre vídeos, mapas, revistas, livros e artigos sobre rotas da Terra do Fogo.

Com o objetivo de aprender, entender e testar o russinho, e também planejar a viagem no seu primeiro 4x4 integral importado da Rússia, traçaram metas para conhecer melhor a viatura. Foi aí que partiram para a primeira trip, o destino foi Xique-Xique de Igatú, em Andaraí, na Chapada Diamantina, era um feriadão prolongado de 7 de setembro, dia da independência do Brasil.

Trafegando com o novo carro pela BR-242, curtindo as diversidades das paisagens da viagem, entre rochedos, fauna e flora, uma grande emoção tomou conta do ambiente, avistou a frente um “tatu” tentando atravessar a estrada. Como o camarada temia que o animal silvestre sofresse um atropelo, parou a viatura para ajudar, não viram nenhuma mata na região rochosa para deixa-lo com segurança, daí resolveram dar uma carona até a próxima área com mata nativa, colocaram o novo passageiro no porta-malas e seguiram viagem.

Alguns metros rodados, bem há frente uma blitz da Polícia Rodoviária Federal, sinalizaram para parar e pediram logo os documentos do carro estranho. Mandaram descer do carro imediatamente e abrir o porta-malas para uma revista.

Dentro do Niva o policial viu o tatu e esturrou:
“Vocês estão loucos?! Esse animal é selvagem, isso vai dar cadeia! Se eu chamar a Policia Ambiental da Chapada Diamantina vocês estão fritos!”

O Camarada não teve outra saída a não ser argumentar com sabedoria dizendo:
“Sim sabemos, e esse tatu é meu, é de estimação, ele está comigo desde novinho. Se você soltar ele no chão bem ao lado daquela mata eu dou dois assobios e ele volta pro meu lado. Ele é treinado.”

O policial falou:
“duvido.”

“Então solta ele pra você ver”, disse o camarada.

O policial pegou o tatu, soltou no chão. O tatu correu para mato. O policial falou com dureza para o camarada:
“agora chama o tatu de volta.”

O camarada respondeu:
“que tatu!?”
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(esse causo é adaptado de uma piada que circula na net, mesmo assim os nomes e as profissões do camarada e sua amada foram preservados para protegê-los contra o tatu caroneiro. rsrsrsrsrsrs...)
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